Jovens são capacitados em boas práticas de produção

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A industrialização de matérias-primas agropecuárias é uma das alternativas para o pequeno agricultor, em virtude da agregação de valor. As tecnologias de transformação dessas matérias-primas são conhecidas por parte da maioria dos agricultores familiares, muitas vezes passadas de pais para filhos. Entretanto, os conhecimentos de como e por que produzir com qualidade e segurança asseguradas são quase sempre um mito entre esses agricultores.

Mais do que nunca, a  sociedade pede qualidade nos produtos agrícolas e os órgãos fiscalizadores exigem essa qualidade, mas poucos sabem como atingi-la. O rigor no cumprimento dos procedimentos que assegurem a qualidade na produção de alimentos tem sido cada vez mais praticado por parte dos órgãos fiscalizadores. Desse modo, é preciso que as agricultoras e agricultores familiares se atentem para a construção de Boas Práticas de Fabricação de seus alimentos.

Essa tão almejada qualidade produtiva precisa ser assegurada. Por isso, O Centro de Assessoria do Assuruá, por meio do Projeto Juventude Quilombola, patrocinado pela PETROBRAS, incentiva as Boas Práticas de Fabricação como requisitos essenciais necessários para garantir a qualidade das matérias-primas e dos produtos acabados, sendo aplicadas em todas as etapas do processo produtivo.

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Nesse sentido, desde a semana passada o Projeto Juventude Quilombola executa uma série de oito oficinas de Beneficiamento, controle de produção e normas sanitárias. As capacitações são o passo inicial para que os grupos de jovens do Projeto possa implementar as primeiras ações e sistemas de garantia de qualidade nas suas Unidades Produtivas.

De acordo com a Coordenação do Projeto, a ideia é que se criem unidades de processamento onde cada etapa produtiva seja controlada e sanitizada, garantido assim a boa qualidade dos produtos que chegarão ao mercado. A ideia central é que, ao final, exista uma qualidade em nível de excelência nos produto acabado.

“Abordaremos de maneira bastante prática a interpretação dos requisitos para que as orientações sejam viáveis técnica e economicamente, principalmente para os agricultores familiares, de acordo com as legislações sanitárias vigentes, otimizando, assim, os recursos públicos normalmente utilizados para a concepção do nosso projeto”, afirma a coordenação do projeto.